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sábado, 29 de junho de 2019

Filosofia do Bem - Concepções de Aristóteles, Kant e Stuart Mill

Aristóteles

Para Aristóteles existem os bens secundários, como a fama, a riqueza, o prazer ou a alegria, itens que podem ser importantes para a felicidade. Porém, o homem deve buscar coisas que nunca ninguém poderá tirar: O discernimento e a lucidez, a então sabedoria prática que fará com que o homem aja do modo certo. Tendo posse desses bens que não são materiais, o próprio homem atingirá a virtuosidade. tornando-o mais realizado.

Kant

Já para Kant, o bem é o agir da consciência, agir com base no dever, entra então a diferença entre a vontade e desejo - onde desejo é o impulso natural e a vontade é a capacidade de agir segundo à razão.

Stuart Mill

Segundo a concepção de Stuart Mill, o bem individual pleno só se alcança com o bem comum, ou seja, se a coletividade é infeliz, logo, o indivíduo não será feliz.
O bem como conduta é avaliada de acordo com as consequências e analisando o número de pessoas que serão beneficiadas e as que serão prejudicadas - taxar-se-à a conduta de eticamente boa ou não com base no levantamento de informação.
Um exemplo prático disso: É necessário construir mais uma hidrelétrica, algumas pessoas da região serão prejudicadas, mas não importa, pois foi analisado que um número bem maior de pessoas serão privilegiadas - essa é a ideia que Stuart Mill trás ao falar sobre ideia do bem.

terça-feira, 25 de junho de 2019

Caráter Histórico e Social da Moral

Imagem Moral


        Só para não passar em branco queridos leitores, em uma atividade acadêmica, foi solicitado um comentário sobre o caráter histórico e social da Moral. Esses assuntos geralmente deixam qualquer aluno doido, mas a filosofia realmente tem como objetivo despertar e ativar a cabeça <3 e como se faz isso? Pensando.

Um capítulo do livro cuja referência deixarei no final do post, que trata sobre filosofia moral - fala um pouco sobre os valores, a moral em si, o caráter histórico e social da moral, desejo e vontade e etc. Recomendo!


Vamos ao comentário:

        Como diz o texto “A moral é o conjunto de regras que determinam o comportamento dos indivíduos em um grupo social” – podemos também citar que Moral é proveniente do latim moralis (Maneira, caráter ou comportamento próprio). Cada ser possui suas manias, personalidade e diversas formas de pensar ou agir, porém, com limites. Por exemplo, antigamente era possível fumar dentro de ambientes fechados e de transportes públicos – a lei foi imposta para coibir isso – moral constituída e nos dias atuais foi internalizado que é errado fazer isso.

        Decepar a mão de um ladrão em alguns países (principalmente os localizados no oriente médio) é totalmente aceitável pela população e não causam qualquer tipo de repugnância, pois é algo já aceito e internalizado pela cultura, ainda que seja uma atitude violenta. No Japão, ainda que não esteja em lei, todos devem tirar a chinela na porta da casa do anfitrião, pois é um ato de respeito e todos o fazem. Assim, como se curvar em cumprimento. (Regras que determinam o comportamento dos indivíduos em um grupo social)
                       
             Geralmente utilizo exemplos bem fortes para ilustrar um possível entendimento, quaisquer comentários favor utilizar o campo abaixo.

Referência: ARANHA, Maria Arruda; MARTINS, Maria Helena. FILOSOFANDO: Introdução à filosofia. São Paulo: Moderna, 2000. p. 300-301.
       
Ao citar utilize:

MARCOS, Lucas Abrao Cunha. Comentário sobre o caráter histórico e social da Moral. [S. l.], 25 jun. 2019. Disponível em: https://learnadm.blogspot.com/2019/06/carater-historico-e-social-da-moral.html. Acesso em: DD MÊS. ANO.

quarta-feira, 19 de junho de 2019

O que é Intuição e Conhecimento Discursivo?


Intuição é a forma de conhecimento que podemos chamar de razão vista, e é a partir da intuição que passaremos a nos aproximar das descobertas, ela é de importância crítica, no sentido, de ser importante pois com a intuição se apreende o real. Porém, que diferente do conhecimento discursivo independe de raciocínio ou de análise, divide-se em três tipos: intuição sensível, inventiva e intelectual: a intuição sensível é aquela, que podemos até pegar com referencia ao nome como resposta, que sentimos ou que vemos, a inventiva é a que desperta buscarmos soluções para problemas, ou melhoria cotidiana, de forma mais resumida, e por fim a intelectual que é proveniente de domínios não conhecidos pelo sujeito, mas que pela intelectualidade é possível realizar novas conexões lógicas para que seu argumento esteja correto.

Pois bem, o conhecimento discursivo em contra partida, é o conhecimento mediato (ETIM lat. “mediatus” “mediare”), que afirma que a relação entre dois termos depende de um terceiro, que seria o intermediário. Logo, aplica-se razão e raciocínio organizando as informações concretas e imediatas em conceitos e ideias gerais, que se estruturadas podem levar a conclusões válidas.

É curioso citar que quando iniciamos os estudos de filosofia, vemos alguns termos que juramos saber o significado, e quando vamos verificar as definições dadas pela filosofia, são totalmente diferentes, ou pouco diferentes do que realmente acreditamos ser. Por este motivo sou fascinado pela Filosofia. :D

Estas respostas estão bem básicas, e fáceis de entender.
Bons estudos!
O Significado de Ceticismo e Dogmatismo

Caros Leitores, me deparei esses com uma questão na Universidade, estudei bastante e formulei a resposta! Espero ajudar a dar o significado de Ceticismo e Dogmatismo.

Basicamente, quando se usa a palavra dogma, nos vem à mente Religião – dogma é uma palavra ligada de forma notória a assuntos religiosos, a religião cria verdades gerais e inquestionáveis que não precisam de comprovação para se impor, logo, de forma básica o dogma portanto não é uma verdade ou afirmação que possa se refletir ou se criticar analiticamente. Fora do contexto religioso, muitos pensadores realizaram e realizam reflexões dogmáticas, geralmente reflexões dogmáticas são reflexões amplas e gerais, que requerem respostas amplas e gerais da mesma forma. Perguntas por exemplo: O que é a vida? O que é o amor? O que é a realidade?  São questionamentos metafísicos que não podem ser respondidos por comprovações científicas. Platão, por exemplo, dedicou-se a questões amplas ou universais que criou diversas verdades universais que naquela época não puderam ser contraditas, pode-se então dizer que ele foi um pensador dogmático, sim, porém não se atrela a palavra dogmático algo que tenha forma negativa ou de valor equivocado, a revisão de valor da palavra dogmático deve ser revista.


 Em oposição ao pensamento dogmático, geralmente se tem o pensamento cético, o ceticismo parte da primícia de que não existe verdades universais e absolutas, ou seja, não parte de primícias de dogmas pré-existentes. As verdades são construídas sobre as coisas, mas são induzidas por métodos por métodos de pensamentos mais racionais e que contam com a experimentação. Os pensadores céticos geralmente veem no dogmatismo muitos perigos, muitos riscos e verdades equivocadas e que foram usadas ao longo da história em benefício de alguma situação política, por exemplo.


Pois bem, o filosofo como bem sabemos deve ter visão crítica sobre todas as proposições, mas críticas não no sentido de julgar negativamente ou descartar de fato tais, mas sim realizar análise sobre afirmações. Portanto, mantem-se o nível de respeito as diversas ideias, mas sempre procurando a solução para problemas que ainda não foram solucionados de forma que se consiga a observação, a experimentação ou até mesmo de forma que crie uma verdade universal, mas que auxilie a sociedade de alguma forma. 

segunda-feira, 17 de junho de 2019

O que é Virtude (Ponto de Vista Filosófico) e a diferença entre Desejo e Vontade.


Estabelecimento da diferença entre desejo e vontade

Podemos dizer que desejo são as necessidades do corpo, portanto instinto puro do ser humano e a vontade é a decisão intencional, que sobrepõe o desejo. Por exemplo, tenho desejo de jogar videogame amanhã, porém, não irei, pois tenho que estudar para as provas do semestre. Tomando como base o exemplo, podemos dizer que é a vitória da vontade sobre o desejo.

       O que se entende por virtude? 

Virtude é relacionada com praticar o bem, virtude, portanto é um atributo positivo de um indivíduo. De acordo com a Filosofia, especificamente abordada por Aristóteles, faz-se uma diferenciação entre virtudes intelectuais e morais relacionando as virtudes intelectuais que nascem e progridem de acordo com os resultados da aprendizagem, diferente das virtudes morais que são resultados do hábito (repetição do agir moral) que nos fazem capazes de praticar atos justos.

Comentário:
Geralmente, essas duas perguntas assolam os estudantes iniciais de áreas que tem como matéria Filosofia Introdutória no primeiro semestre ou período. Espero ter contribuído com seus estudos.

domingo, 16 de junho de 2019



A Tecnologia: o bem (ou mal) do século.

Desde o início do raciocínio humano até os dias atuais, o homem procura meios para resolver problemas de maneira prática com o menor gasto de recursos possíveis, e certamente essa busca prosseguirá até o fim de nossa civilização. A tecnologia que nada mais é que o estudo sistemático de processos, métodos e etc., só tende a evoluir cada vez mais, porém a mesma tecnologia que fora criada para tornar o mundo melhor, pode ser utilizada para acabar com a raça humana, e isto não é um exagero.
Para Hobbes, na tese encontrada dentro da obra “O Leviatã” onde os homens fazem acordo com a serpente, e conforme os homens não cumpram os acordos a serpente os devora – o homem então já nasce mau e por este motivo precisa de regras, um estado autoritário que dite as regras, as normas de convivência. Claro que não levaremos esta tese ao pé da letra, mas podemos supor que há muitos homens maus, poderosos, nas quais essas regras e/ou normas de convivências não se aplicam. Tende a ser um paradoxo este raciocínio. Porém tais que dominam grandes empresas de tecnologia que buscam soluções comerciais e para civis, também sejam as mesmas que vendem armamento pesado de alta tecnologia para governos e nutrem uma guerra sem fim.
O finado físico Stephen Hawking também alegou que a longo prazo, a inteligência artificial pode destruir a humanidade, criar unidades lógicas iguais ou superiores do que o nosso cérebro não é impossível tendo em vista que a capacidade de processamento de chips, módulos e etc., duplicam a cada ano e já vemos muitos softwares que aprendem com o ser humano, o Google por exemplo é uma grande inteligência artificial, nos Smartphones por exemplos, o Android consegue saber qual é a voz do dono do celular, com a câmera detecta qual o produto de acordo com o código de barras e já consegue saber qual é o tipo de planta que focamos na câmera. Agora imaginemos um software ligado a um robô, que consiga determinar alvos inimigos, detectar tipo de armamento que o inimigo possui e ainda sim abater o mesmo. Imaginemos que o homem crie um algoritmo no futuro para a proteção ambiental, e com os recursos coletados a I.A perceba que o homem é a ameaça;
Neste comentário, decidi me afastar de proposições já debatidas ou superficiais, como por exemplo, o uso da tecnologia para fazer trabalhos acadêmicos ou o malefício da tecnologia no excesso de uso por parte dos jovens e propus a mim mesmo pular fora da caixa e analisar outros pontos de vista, possíveis paradoxos. Logo, já sabemos que a tecnologia ajuda, mas podemos concluir que também pode ser muito ruim, vai de quem a controle.

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